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Redução da Jornada de Trabalho
Novamente entra no cenário Nacional o debate para redução da jornada de trabalho, atualmente sendo esta de 44 (quarenta e quatro) horas semanais.
As Centrais Sindicais reivindicam redução da jornada de trabalho para 40 (quarenta) horas semanais, sem a redução do salário. A fundamentação da redução seria a geração de novos postos de trabalho, pois as empresas, em tese, deveriam contratar novos trabalhadores para suprir as horas não trabalhadas.
Para surpresa de muitos, o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), através de seu Ilustre Presidente, defendeu a redução da jornada de trabalho para apenas 3 (três) dias por semana, com jornada máxima de 4 (quatro) horas, defendendo ainda que as pessoas apenas deveriam ingressar no mercado de trabalho após os 25 (vinte e cinco) anos de idade.
Discordamos na totalidade da redução da jornada de trabalho, seja qual for o argumento. As empresas não irão contratar novos trabalhadores para suprir essas horas, pois compensará financeiramente que os próprios empregados supram eventual necessidade com o trabalho em horário extraordinário, pois a contratação de novos trabalhadores é muito mais custoso para a empresa, devido a enorme carga tributária incidente sobre a folha de pagamento, bem como a enorme gama de direitos que protegerá o novo empregado.
Discordamos ainda dos argumentos lançados para a defesa da redução da jornada de trabalho proposta pelo IPEA, pois Nosso País não tem qualquer estrutura para suportar o ingresso no mercado de trabalho de pessoas com idade superior a 25 (vinte e cinco) anos. O que esses jovens farão antes de completar os 25 (vinte e cinco) anos de idade? Quem suportará os custos de seus estudos? Sabemos que a maioria da juventude de Nosso País trabalha para pagar e poder concluir seus estudos, visando obter sucesso na carreira profissional escolhida.
Países Europeus que resolveram reduzir a jornada de trabalho, após implementação e sem obter qualquer resultado, tiveram que rever os conceitos e voltar a situação anterior. Apenas conseguiram resolver o alto índice de desemprego, flexibilizando o contrato de trabalho, e ainda fortificando e incentivando a negociação coletiva entre empresas e empregados. Isso é o que defendemos!
Não podemos nos iludir com propostas utópicas, que jamais surtiriam os efeitos desejados. Construir e manter uma Grande Nação sem árduo, justo e perfeito labor trata-se de ficção e não da atual realidade Brasileira.
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